Polícia Militar vencida pelo governo não desiste

Os Policiais Militares foram duramente derrotados na votação do reajuste salarial na Assembleia Legislativa. A categoria reivindicava 15% em 2013 retroativo a março deste ano e 11% para 2014, mas o Governo do Estado venceu a disputa com apenas 7% em seu Projeto de Lei Complementar 33/2013 que reclassifica os vencimentos dos integrantes da Polícia Militar. Na tarde da última terça-feira, 29 de outubro, foram 50 votos dos deputados a favor dos 7% e o voto de 23 parlamentares pelo não e uma abstenção. Os 7% não retroativo a março passa a valer somente quando da publicação da lei pelo Diário Oficial do Estado, após a sanção do governador. Os representantes da Polícia Militar voltaram a lotar as galerias do plenário Juscelino Kubistchek e manifestaram-se com veemência contra a aprovação do projeto. Cabo Wilson, Presidente da Associação dos Cabos e Soldados, declarou: “é uma vergonha, isso não vai ficar assim; as Entidades de Classe vão se reunir para decidir os rumos desta questão. Agora, a categoria irá às ruas levar sua insatisfação com o projeto aprovado”. O deputado Carlos Giannazi (PSOL), autor do substitutivo que previa reajuste geral de 32,73% para Policiais Militares e Civis, manifestou o voto favorável do seu partido ao substitutivo, prejudicado pela aprovação do PLC 33/2013, e às emendas parlamentares que foram todas rejeitadas pelo plenário. Assim também se manifestaram as bancadas do PT e do PCdoB, mais o deputado Major Olímpio, líder do PDT. A aprovação foi finalizada após intensos debates ao longo da semana passada, e dois adiamentos da votação por falta do quórum qualificado para aprovar a proposta do governo (48 deputados a favor).  Os deputados Major Olímpio (PDT) e Edson Ferrarini (PTB), que defenderam durante o debate a rejeição à proposta, disseram palavras semelhantes as do Cabo Wilson: “a categoria vai às ruas mostrar sua insatisfação; mesmo com o projeto aprovado”.  Os líderes do PT, do PSOL e do PCdoB afirmaram que a ausência de uma política salarial do governo prejudica o funcionalismo há anos, inclusive os da Segurança Pública. O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Barros Munhoz, disse que as polícias merecem aumento, enfatizou que os inativos também precisam continuar recebendo os mesmos reajustes que os da ativa.

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