Novamente, governo diz ser impossível conceder reajuste aos PMs no momento

Mais uma vez as entidades representativas dos PMs saíram frustradas da reunião com o secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, que afirmou ainda ser impossível conceder um reajuste aos policiais militares pela falta de arrecadação do Estado e por estarem muito próximo ao limite de despesas com pessoal, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal. A reunião aconteceu na tarde de 19 de julho, na sede da Secretaria.

Assim como na reunião anterior, houve exposição técnica sobre a arrecadação estadual com porcentagens semelhantes aos dados apresentados no último encontro pelos técnicos da Secretaria da Fazenda, André Luís Grotti Clemente e Claúdia Romano, que apontaram desta vez o índice de 45,46% de despesas com pessoal sobre a arrecadação no primeiro quadrimestre, quase alcançando o limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 46,55%.

O presidente da Coordenadoria das Entidades Representativas dos Policiais Militares (CERPM) e da Associação dos Cabos e Soldados (ACS), Cabo Wilson de Oliveira Morais, expôs a situação de miserabilidade que os policiais militares se encontram e pediu ao secretário que conversasse e levasse a real situação da tropa ao governador Geraldo Alckmin e que intercedesse por um reajuste . “Nossos policiais estão passando fome, muitos buscam cestas básicas nas associações e 100% da tropa está endividada com os bancos por empréstimos que fizeram para conseguir pagar as contas e sobreviver. Não dá para viver dignamente com o mesmo salário há três anos“, enfatizou Cabo Wilson, indignado com a negativa do governo para um reajuste à categoria. O mesmo discurso foi apresentado pelos presidentes das associações integrantes à CERPM que confirmaram que os associados estão procurando cada vez mais as entidades em busca de ajuda com cestas básicas e auxílios financeiros para pagar contas e comprar remédios.

Mágino reiterou que o governo tem se esforçado para conceder um reajuste, mas que necessita de resultados positivos para concretizar a questão. O secretário afirmou também que se reunirá com o governador em breve.

Na próxima semana, as entidades componentes da CERPM irão se reunir para definir os próximos passos após esse anúncio. “A categoria é ordeira, mas não é possível ficar mais tempo sem reajuste. A situação é extremamente grave e precisamos que o governo se sensibilize. Vamos criar uma crise política no Congresso Nacional e na Assembleia para que o governo conceda o reajuste”, afirmou o presidente da Defenda PM, Cel Elias Miler da Silva.

Participaram da reunião os presidentes e diretores das 17 entidades integrantes da CERPM:
AAMUTUA – Associação de Auxílio Mútuo dos Oficiais da Polícia Militar de São Paulo
ACSPMESP
 – Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo
ADEPOM – Associação de Defesa dos Policiais Militares do Estado de São Paulo
AFAM – Associação Fundo de Auxílio Mútuo dos Policiais Militares
AOMESP – Associação dos Oficiais Militares da Polícia Militar do Estado de São Paulo
AOPM – Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo
AOS – Associação de Oficiais de Saúde
APEMA – Associação dos Policiais Militares, Exército, Marinha e Aeronáutica do Brasil
APEMESP – Associação dos Policiais Militares Evangélicos do Estado de São Paulo
APMDFESP – Associação dos Policiais  Militares Deficientes Físicos do Estado de São Paulo
ASMPMESP – Associação de Socorros Mútuos dos Policiais Militares do Estado de São Paulo
ASPOMIL – Associação de Assistência Social dos Policiais Militares do Estado de São Paulo
ASSPM – Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar do Estado de São Paulo
CAMPEC – Associação de Carteira de Auxílio Mútuo e Pecúlio por Falecimento
Defenda PM
 – Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar
PAULISERV – Associação Paulista dos Servidores do Estado e dos Municípios de São Paulo
UPPMESP – União das Pensionistas de Policiais Militares do Estado de São Paulo

 

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