ACS na homenagem aos policiais que tombaram nos ataques do PCC em 2006

DSC_0284No dia 9 de maio, na Praça da Sé, foi realizado ato ecumênico em memória dos policiais da segurança pública assassinados durante ataque de facção criminosa em 2006. Os ataques foram ordens do Primeiro Comando da Capital (PCC) em retaliação a transferência de seus integrantes para um presídio de segurança máxima na época. Muitos agentes tombaram neste triste episódio que aterrorizou o Estado com rebeliões, ataques a delegacias, fóruns, bases da Polícia Militar, Civil, Metropolitana e Corpo de Bombeiros e toques de recolher.

Para marcar o triste episódio e homenagear todos os que perderam suas vidas no combate ao crime, o deputado federal Major Olimpio tomou a iniciativa do evento. “Estamos aqui pelos nossos heróicos policiais militares, agentes penitenciários, guardas municipais que tombaram em 2006.(…) Tudo aquilo aconteceu porque o crime se organizou e o Estado não se organiza. Se acontecer situação semelhante hoje, infelizmente teremos mais dezenas de profissionais executados e a população desprotegida”, afirmou o deputado.

Durante o evento, diversos representantes religiosos professaram sua fé aos presentes.

O presidente da Associação dos Cabos e Soldados (ACS), Cabo Wilson Morais, e toda a Diretoria Executiva da entidade estiveram presentes estendendo faixas, entregando flores e velas ao público.

Em discurso, Cabo Wilson parabenizou a iniciativa do deputado Major Olimpio e cobrou mais segurança aos agentes. “Aonde vamos parar se não tivermos apoio da sociedade de denunciar quando souber de algum crime? Se não tivermos apoio do Estado, da Câmara dos Deputados e do Senado para fazer leis mais duras em caso de assassinato de policiais? Até quando vamos aceitar isso? Até quando o Estado vai ficar calado com as mortes de policiais?”, indagava Wilson.

Estiveram presentes representantes da classe Policial Militar (Associação dos Cabos e Soldados – ACSPMESP, Associação dos Oficiais da PM – AOPM, Associação dos PMs Portadores de Deficiência – APMDFESP), dos agentes penitenciários (Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária – Sindasp, Sindicato dos Agentes de Escolta e Vigilância Penitênciária – Sindespe), da Polícia Civil (Sindicato da Polícia Civil da Baixada Santista e Região – Sinpolsan) e Associação Internacional de Polícia – IPA (International Police Association).

Ausências
O evento não contou com representantes dos Direitos Humanos, que sempre criticam os atos das polícias. “Tem alguém dos direitos humanos aqui para nos defender?”, perguntou o presidente da APMDFESP, Elcio Inocente, que não obteve resposta.

O público presente também registrou a ausência de deputados e vereadores representantes da classe policial.

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Diretores da ACS entregaram flores e velas ao público

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