Tragédia em Paraisópolis: quem são os verdadeiros culpados?

A mídia não para de criticar a ação da Polícia Militar em um baile funk na região de Paraisópolis, zona sul da capital, na madrugada de 1º de dezembro. Mas o alvo da PM não era o baile em questão, mas sim os suspeitos que estavam em fuga e adentraram o baile para se proteger, utilizando as pessoas como escudo e colocando todas elas em risco de confronto. Mas a pergunta é: por que naquele momento havia mais de 5 mil pessoas em um pancadão se esse tipo de evento é proibido pela Lei 16.049/2015, conhecida como a “Lei do Pancadão”?

Todos sabem que estes eventos ilegais acontecem e atraem multidões de adolescentes e até crianças para ouvir muitas vezes músicas com letras inapropriadas e conviver em um local onde as drogas, bebidas e o sexo estão presentes. Mas onde estão os órgãos administrativos responsáveis pela fiscalização das ações que acontecem em cada município? Se a ação preventiva funcionasse nas áreas de maior ocorrência desses eventos, com certeza a Polícia Militar não seria tão requisitada pela população para acabar com a bagunça ou com o som alto que tanto incomoda os moradores da região. Se a Polícia Militar está no local é porque está fazendo o seu papel, prezando pela ordem e segurança de todos.

Infelizmente, a mídia em geral acaba difamando a Polícia Militar porque geralmente ela está inserida no contexto. Mas o que todos precisam entender é que, se a PM está lá é porque está cumprindo o seu papel, não porque é a culpada.

O que aconteceu nesta última intervenção foi uma fatalidade! Se houve erro por parte da Corporação, com certeza os responsáveis serão punidos, mas colocar toda a culpa na PM é inaceitável. Ao invés disso, a população deveria cobrar operações mais efetivas do poder público para tentar conter a realização desses eventos que trazem mais transtornos do que benefícios a essas regiões, para que os verdadeiros culpados, ou seja, os organizadores dessas ações sejam responsáveis pelos atos que envolvem esses episódios.

A Associação dos Cabos e Soldados (ACS) lamenta esse triste desfecho, torce para que os culpados sejam realmente punidos e também para que o poder público acorde e coloque em prática um plano mais eficaz para evitar esses eventos que acabam exigindo muito da Polícia Militar também. Segundo dados divulgados pelo G1, só este ano a Corporação realizou 7,5 mil “Operações Pancadão” em todo o estado. Então, a PM está fazendo o seu papel!

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