9 de julho – Dia da Revolução Constitucionalista. Não haverá expediente na ACS

Atenção, associados!

Devido ao feriado estadual de 9 de julho, em comemoração à Revolução Constitucionalista de 1932, na sexta-feira (09/07), não haverá expediente na ACS. Retornaremos as atividades na segunda-feira (12/07).

Todo respeito e admiração da ACS aos heróis de 32, por defender a Constituição e os direitos de todos os brasileiros!

Sobre a Revolução
Um marco na história de São Paulo e do país, a Revolução Constitucionalista, também conhecida como Revolução de 1932 ou Guerra Paulista, foi um movimento armado que representou o inconformismo de São Paulo contra a ditadura do presidente Getúlio Vargas, que assumiu o governo em 1930 após um golpe contra o presidente eleito Júlio Prestes, representante da política paulista.

Uma das principais causas do conflito foi a ruptura da política do ‘café com leite’, alternância de poder entre as elites de Minas Gerais e São Paulo, que caracterizou a República Velha (1889-1930). Vargas, após assumir a presidência, se negou a dividir o poder com os paulistas, nomeando um interventor não paulista para governar o Estado. Além disso, aboliu as instituições, desde o Congresso Nacional até as Câmaras Municipais; e todo o Legislativo e Executivo passaram a ser dirigidos pelo Governo federal.

As manifestações contra o governo e em defesa da Constituição tiveram início em São Paulo e depois se estenderam a outros estados, mas o estopim da fase armada foi uma manifestação ocorrida no dia 23 de maio de 1932, na Praça da República, onde ficava a sede do governo do interventor nomeado por Vargas, onde houve conflito após manifestantes tentarem invadir um escritório do partido varguista (Partido Popular Paulista) e deixou quatro estudantes mortos: Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antônio Américo de Camargo Andrade. O movimento ganhou mártires e adotou a sigla MMDC (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo).

Em julho estourou a rebelião armada e a batalha durou cerca de três meses, custando a vida de mais de 800 soldados do lado paulista e cerca de 400 aliados do governo. Apesar da resistência, no final de agosto as tropas paulistas não tinham mais equipamentos e se renderam em 2 de outubro.

Mesmo com a derrota, toda a mobilização não foi em vão, pois em maio de 1933 foram realizadas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte e, em novembro, foi elaborada uma nova Constituição, promulgada pelo presidente Vargas em 1934.

Saiba mais sobre a história da Revolução Constitucionalista de 1932 clicando aqui.

Fonte: Governo do Estado de SP


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